Não sei o que sinto...
Apetece-me chorar, gritar...
Sinto a garganta apertada...
Queria um ombro para repousar esta fragilidade, para encostar a cabeça...
Queria alguém para limpar as lágrimas que preciso de derrubar, alguém para me oferecer um lenço...
Queria alguém que me ouvisse mesmo não querendo ser ouvida.
Eu não quero, eu não posso mostrar o quanto tenho medo, o quanto tudo isto me magou-a....
Oh mãe! Que posso eu dizer-te, quando me deito e derrubo lágrimas baixinho sozinha, quando sinto um aperto cá por dentro? Que estou confiante? Que vou conseguir? Só te digo que darei o melhor! Será suficiente?
Como posso eu sentir-me se dizes que era coisa que mais desejavas no mundo? Que davas tudo por isso! Como?!?
Recusei-me a ir ao concerto com a minha irmã, fechei-me em casa a ver um filme...
Agora! Agora tento dormir... Com montes de lenços.... Mas sinto-me melhor!
Amanhã retomo a minha guerra! Com mais força, garra e determinação!
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Esta não sou eu... apenas reflexos daquilo que fui, daquilo que sou e do que provavelmente serei. Embora o destino me pregue partidas continuo a acreditar nos meus sonhos e a rumar contra a maré. Tenho 25 anos e sou estudante de Medicina.


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