"É perante as crises, os problemas, as situações no limiar da separação que percebemos o que está a correr mal, o que é para nós inaceitável, intolerável, e traçamos a nossa linha, para lá da qual se torna impossível conviver. Uma pessoa que nunca tem conflitos, nem problemas, nem discussões, não sabe onde está essa linha, não se conhece, não conhece o outro, não conhece a relação."
"No fundo, tudo se resume a uma pergunta: o que é que queremos para a nossa vida? É aquela pessoa? Temos estofo para aguentar tudo o que ela é, tudo o que ela traz e tudo o que ela irá querer de nós? E temos capacidade de encaixar a nossa vida na vida daquela pessoa?
Muitas vezes queremos acreditar que sim. E então arrriscamos, e vamos à luta, porque amamos, porque confiamos em nós e em que o tempo concilie o que até pode parecer difícil de conciliar. Mas às vezes enganamo-nos, e damos com a cabeça na parede, e chegamos a conclusão de que errámos. E então volta tudo ao zero.
Quando nos metemos noutra, já nos conhecemos melhor, já somos mais cépticos, mais ou menos tolerantes, já aprendemos com o erro que cometemos, e não vamos querer entrar noutra aventura. Só que não há nenhuma garantia de que não vamos voltar a errar. O que há, sim, é a certeza de que nos conhecemos melhor, de que sabemos melhor o que queremos para a nossa vida, aprendemos a medir melhor o erro. Podemos voltar a bater com a cabeça na parede, mas eu acredito que isso só fará com que na relação seguinte percebamos ainda melhor o que queremos para nós e para a nossa vida." de blog O Arrumadinho
Está tudo dito!


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